
Desde cedo interessado pela música, comprou a sua primeira guitarra aos 13 anos. Mas, queria ser médico.
Em 1976 funda a banda Trovante, juntamente com João Gil, João Nuno Represas, Manuel Faria e Artur Costa, vindo mais tarde a juntar-se Fernando Júdice, José Martins e José Salgueiro.
Em 1992, os Trovante separam-se e Luís Paulo Fontes Represas inicia a sua carreira a solo.
Em 1993 refugia-se em Havana, para se distanciar do seu passado e ao mesmo tempo viver novas experiências musicais, e com a colaboração do baixista português Nani Teixeira e do reconhecido cantautor cubano, Pablo Milanés, criou um dos mais reconhecidos duetos imortalizados na música portuguesa: Feiticeira!
É vasto o número de atuações, quer com os Trovante, onde “inauguraram” a onda de concertos de autores portugueses no Campo Pequeno, em 1988, quer a solo, passando pelos principais espaços do País como os Coliseus, o Pavilhão Atlântico, a EXPO 98, sem contar todas as atuações e participações no estrangeiro.
Luís Represas estreou-se ainda como escritor de prosa através da edição do livro infantojuvenil, “A Coragem de Tição” (Dom Quixote), sendo esta é uma fábula marítima onde os valores da amizade e solidariedade são exaltados como principais veículos para atingir a felicidade.
Em fevereiro 2024, Luís Represas edita o seu 9.º álbum de estúdio, “MIRAGEM”, produzido por pelo pianista e produtor musical brasileiro, Ricardo Leão.
Luis Represas foi condecorado com a Ordem de Mérito, no dia 10 de Junho de 2005, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio.
A 20 de maio de 2016 é também condecorado com a Ordem de Timor Leste pelo Presidente da República Democrática de Timor Leste, Taur Matan Ruak.
Nasceu em Lisboa, a 24 de novembro de 1956, e faleceu hoje aos 69 anos, vítima de cancro do pulmão em estado avançado, com metástases identificadas, contra o qual lutava há já algum tempo. Estava encaminhado para integrar um ensaio clínico com um tratamento inovador no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, segundo o jornal Expresso.
Nos últimos tempos e segundo amigos, a sua doença foi galopante mas poupou sempre os que o rodeavam à descrição da sua condição.
Partiu o Homem, ficou a voz.
[Imagens: Música Portuguesa, José Gonçalves, captadas da RTP2, em 2014]



