
A Câmara das Caldas da Rainha encomendou um novo estudo técnico para avaliar localização do futuro hospital do Oeste com base em multicritérios.
O estudo tem um custo de 38 mil euros (mais IVA), desenvolve-se em duas fases, e tem de estar concluído até setembro.
O estudo, intitulado “Avaliação Multicritério da Localização do Novo Centro Hospitalar do Oeste”, pretende, segundo o presidente da Câmara das Caldas da Rainha, Vítor Marques (independente), “produzir uma análise comparativa, tecnicamente fundamentada, capaz de clarificar as vantagens, as limitações, os riscos e implicações territoriais das alternativas consideradas” para a construção do futuro hospital projetado para servir toda a região do Oeste.
O novo estudo será desenvolvido pelo CEDRU – Centro de Estudos e Desenvolvimento Regional e Urbano que tem três meses para comparar quatro centros urbanos – Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, no distrito de Leiria, e Torres Vedras, no distrito de Lisboa, como possíveis locais para a construção da nova unidade hospitalar.
Primeiro os critérios, depois a comparação das quatro cidades
Na primeira fase, será feito o enquadramento e construção da matriz multicritério e a definição dos “critérios, indicadores, ponderações e área de influência” do hospital.
Na segunda fase, será feita “uma avaliação comparativa dos quatro centros urbanos, articulando dimensões como “a acessibilidade das populações e do profissionais, a coerência com os referenciais do ordenamento do território, a capacidade de suporte dos centros urbanos e os impactos territoriais, sociais e económicos associados à reorganização da oferta hospitalar”, segundo Vítor Marques.
O presente estudo, onde “Encomendámos um estudo, não encomendámos o resultado”, nas palavras de Vítor Marques será entregue à ministra da Saúde, Ana Paula Martins.
Criar as condições de informação para que realmente se possa, “de uma vez por todas, tomar uma decisão da construção do hospital”, afirmou o presidente, é o objetivo deste trabalho.
Vítor Marques voltou a manifestar a convicção que Caldas da Rainha será a localização que melhor servirá os 12 concelhos do Oeste.

Este é o terceiro estudo sobre a localização do futuro hospital
Um primeiro estudo, encomendado pela Comunidade Intermunicipal do Oeste (OesteCim), apontou o Bombarral (no distrito de Leiria), como a localização ideal. A conclusão foi contestada pelos municípios das Caldas da Rainha e de Óbidos, que defendiam a construção do equipamento na confluência destes dois concelhos.
Em março de 2023, a Câmara das Caldas da Rainha entregou ao Governo um dossiê técnico com novos critérios para reavaliar a localização, concluindo o documento que a localização deveria ser neste concelho, que já disponibilizou para o efeito um terreno de 65 hectares.
Em 2023, o então ministro da Saúde, Manuel Pizarro (PS), anunciou que o novo Hospital do Oeste seria construído no Bombarral, logo na entrada, na Quinta do Falcão, mas o processo foi entretanto suspenso pelo atual Governo AD (PPD-PSD/CDS-PP).
O novo hospital do Oeste visa substituir o atual Centro Hospitalar do Oeste (CHO), que integra os hospitais das Caldas da Rainha e de Peniche, no distrito de Leiria, e de Torres Vedras, no distrito de Lisboa, com uma área de influência constituída por estes concelhos e os de Óbidos, Bombarral (ambos no distrito de Leiria), Cadaval e Lourinhã (no distrito de Lisboa) e de parte dos concelhos de Alcobaça (Leiria) e de Mafra (Lisboa), abrangendo 298 390 habitantes.

[Imagens: RRM, CMCR]




