Plano Marshall entrou em vigor num dia como hoje

A 3 de abril de 1948, há 77 anos, entrou em vigor o Plano Marshall, ou Programa de Recuperação Europeia – European Recovery Program (ERP) como também foi chamado.

Num cenário pós-Segunda Guerra Mundial, com a Europa completamente devastada, os Estados Unidos aprovaram um programa de financiamento para ajuda na reconstrução do “Velho Continente”, no valor inicial de cerca de 13 mil milhões de dólares, na época.

Hoje, seriam 140 mil milhões de dólares.

Construído e aplicado na administração do Presidente americano Harry S. Truman, o programa recebeu o nome do seu autor, o Secretário de Estado George Marshall, General que veio a receber o Prémio Nobel da Paz em 1953, precisamente devido a este Plano.

Para além da reconstrução da Europa, remover barreiras comerciais entre países,modernizar a indústria, melhorar a prosperidade europeia e impedir a disseminação do comunismo, por influência próxima do bloco Soviético, foram os principais objetivos.

No Senado americano mereceu 71 votos a favor e 19 contra, a 13 de março desse ano de 1948, e alguns dias depois, a 31 de março, a Câmara dos Representantes aprovou o Programa com 333 votos a favor, e 78 contra.

Vigorou até 1951 e teve por grandes beneficiários o Reino Unido, com 26%, a França, com 18% e a Alemanha Ocidental, com 11%, do pacote aprovado.

Muitos outros países europeus tiveram acesso a esta ajuda, desde a escandinávia, a Itália, Grécia, Turquia… e Portugal. Já a Espanha, não.

140 milhões de dólares para Portugal

Dos 16 países apoiados diretamente, Portugal recebeu uma fatia de cerca de 140 milhões de dólares, colocando-o em 13º lugar nos recebimentos.

O destino desse capital foram insfraestruturas e energia, setor agrícola e industrial, educação e saúde e as forças armadas.

Obras como a expansão da rede elétrica nacional, modernização dos caminhos de ferro e portos, mecanização da agricultura e indústria alimentar, têxtil e metalomecânica, escolas, hospitais e o reforço das forças armadas, devido à entrada na NATO em 1949, absorveram a principal fatia das verbas que vieram.

Rio Maior recebeu eletrificação e modernização da Mina

Não havendo registo de investimento direto em Rio Maior, na utilização destes fundos, eles foram indiretamente aplicados na expansão da rede elétrica no concelho, sobretudo em meio rural, e em alguma modernização da Mina de Lignite do Espadanal, donde se destaca apoio no financiamento da construção da Fábrica de Briquetes, que viria a entrar em funcionamento em 1955.

A linha de comboio que ligava Rio Maior ao Vale de Santarém, já havia sido inaugurada em 1945

[Imagens: Cidadania RM, UOL, National Post Museum]

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