Carta Aberta aos Jovens, por Tomás Felício

 

[por Tomás Felício]

 

Carta Aberta aos Jovens

Jovens, sou um de vós!

As eleições presidenciais do próximo dia 8 de fevereiro não são apenas “mais umas eleições”. Representam uma escolha decisiva sobre o país que onde queremos viver e construir o nosso futuro.

Um futuro que nos diz respeito diretamente, pois somos nós, os jovens, que viveremos mais tempo com as consequências das decisões tomadas agora.

A Presidência da República tem um papel fundamental na democracia. Cabe-lhe defender a Constituição, garantir o funcionamento das instituições e proteger os direitos, liberdades e garantias de todos. Não é um cargo distante nem irrelevante: influência o debate público, a estabilidade política e o respeito pelas regras democráticas. Lembra-te que estas não são eleições legislativas: não escolhemos um partido nem um programa de governo, mas sim uma pessoa, uma postura e uma visão sobre a democracia e o papel das instituições.

Neste momento, nesta segunda volta, estão em confronto duas visões muito diferentes.

Uma das visões defende o sistema democrático. Não é perfeito e os jovens sabem isso melhor do que ninguém. Nem sempre responde às nossas dificuldades, às rendas impossíveis, à precariedade, às desigualdades ou à urgência climática. Mas é o único sistema que nos permite exigir mudanças, protestar, organizar-nos, votar e fazer ouvir a nossa voz. É na democracia que existem mecanismos para corrigir erros e melhorar o que não funciona. É também aqui que os valores humanistas, a justiça social e a igualdade de oportunidades fazem sentido.

Por outro lado, surgem discursos que desvalorizam a democracia, atacam as instituições e relativizam direitos fundamentais. Discursos que simplificam problemas complexos e que muitas vezes afastam os jovens da política, promovendo a ideia de que “nada muda” ou que “não vale a pena participar”. Muitos destes discursos circulam hoje de forma acelerada nas redes sociais, frequentemente associados a práticas de desinformação, notícias manipuladas ou mensagens fora de contexto, que potenciam o medo e a frustração. A História mostra que quando deixamos a democracia enfraquecer, são os direitos e as liberdades que pagam o preço, e os jovens estão sempre entre os mais afetados.

Defender a democracia não é fechar os olhos aos seus defeitos. É recusar desistir. É perceber que não existe alternativa que garanta mais liberdade, mais direitos e mais igualdade. A democracia só evolui quando é pressionada, questionada e renovada, e isso depende, em grande parte, da participação dos jovens.

É aqui que entras tu.

Votar é um gesto simples, mas poderoso. É dizer que não aceitas que outros decidam por ti. Que te importas com o teu futuro, com o futuro dos teus familiares e amigos, com o futuro do país e com os valores que nos permitem viver em liberdade. A abstenção não é neutralidade, é ausência. E a ausência enfraquece a democracia.

No dia 8 de fevereiro, informa-te, participa e vota.

Não porque tens de o fazer, mas porque faz diferença.

Não por rotina, mas por convicção.

A democracia não é garantida.

Escolhe defendê-la.

 

Tomás Felício

Estudante de Mestrado em Direção e Gestão de Organizações de Intervenção Social

 

[Imagens: Candidatura AJS]

[A Candidatura de António José Seguro, às Presidenciais de 2026, enviou às redações artigos de opinião, para serem publicados na imprensa local e regional. A Redação do Região de Rio Maior entendeu publicar os artigos, tal como publicará qualquer outro artigo que nos chegue de outra Candidatura, naturalmente, cumprindo o nosso Estatuto Editorial]

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