
A nova empresa de transportes públicos que aí vem recebeu os seus primeiros 16 autocarros, elétricos.
Na tarde de dia 26 de junho, em Santarém, no Jardim da Liberdade, o ato libertador foi o de nos vermos livres do CO2 e gases tóxicos libertados pelos motores dos autocarros.
A nova empresa de transportes públicos criada pelos 11 Municípios da Lezíria do Tejo, onde Rio Maior se inclui, assinalou a chegada de 16 autocarros 100% elétricos, dos quais 4 minibus e 12 autocarros equivalentes aos de 55 lugares, que irão circular na nossa região.
Para já, vão ser integrados na operação existente das empresas privadas de transporte da região, a Ribatejana e a Rodoviária do Tejo, transitando para a nova Transportes da Lezíria do Tejo em 2027.
Assim o disse João Teixeira Leite, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo (CIMLT), referindo- se ao “período de transição e conclusão do processo burocrático”, ainda pela frente, adiantando que se tratam das primeiras de 146 viaturas, 75% das quais serão novas, o que faz com que a média de idade dos veículos fique abaixo dos 3 anos, o que contrasta com a média dos 18,5 anos de hoje.
Na cerimónia marcaram presença a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, a Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, do presidente da CIMLT e presidente da Câmara Municipal de Santarém, João Teixeira Leite, e os presidentes, ou seus representantes, dos restantes municípios desta comunidade intermunicipal.

22,4 milhões no global com os elétricos a custar 8,9 milhões de euros
Ainda, nas palavras de João Teixeira Leite, esta é “a primeira página de um capítulo novo na forma como esta região se vai mover, respirar e crescer nas próximas décadas”.
O investimento global na frota é de 22,4 milhões de euros, sendo que no caso dos autocarros elétricos e respetivos carregadores, o investimento ascende a cerca de 8,9 milhões de euros, dos quais cerca de 4,9 milhões são financiados pelo PRR, através da Agência para o Clima.

Para já, 1 minibus para Rio Maior
Dos 16 autocarros agora apresentados, 8 vão circular no serviço urbano de Santarém, 2 minibus no serviço de mobilidade sénior, e 4 autocarros serão viaturas interurbanas para assegurar ligações entre vários concelhos da Lezíria e municípios vizinhos.
Ainda, 2 minibus destinam-se a respostas de proximidade, com 1 em Rio Maior, mais 1 em Coruche, onde serão também instalados os respetivos carregadores.
Os novos autocarros deverão começar a ser integrados na operação durante o segundo semestre deste ano, que começa hoje, apontando para setembro ou outubro como período provável para começarem a circular nas ruas.

“Só vantagens”, disse a Ministra do Ambiente
Santarém fica assim entre as poucas cidades do país com uma frota urbana 100% elétrica.
Os novos autocarros deverão permitir percorrer mais 710 mil quilómetros por ano com zero emissões, com uma redução estimada de cerca de 200 toneladas equivalentes de petróleo e 700 toneladas de CO2 que deixarão de ser lançadas para a atmosfera.
Já a Ministra, Maria da Graça Carvalho, falou sobre este investimento do Programa de Descarbonização dos Transportes Públicos, financiado pelo PRR e gerido pela Agência para o Clima.
Segundo a Ministra, o programa envolve 1 006 autocarros, num valor de 275 milhões de euros, a nível nacional, e que foi possível alargar o financiamento a cidades de menor dimensão após negociação com a Comissão Europeia.
Reduzir emissões, melhorar a qualidade do ar, diminuir o ruído e aumentar o conforto dos passageiros, são “só vantagens”, afirmou, associando a nova frota da Lezíria ao esforço nacional de descarbonização dos transportes públicos.
A Secretária de Estado da Mobilidade, Cristina Pinto Dias, afirmou que “liberdade e mobilidade” são conceitos inseparáveis, onde a mobilidade influencia o acesso ao trabalho, à escola, aos serviços de saúde, à cultura e ao lazer.
Ainda nas suas palavras, o objetivo deve ser construir uma mobilidade “mais sustentável, mais integrada, mais inteligente, mais inclusiva, segura” e próxima das pessoas.

Passes a 10, 20 e 40 euros
Para além de autocarros novos, João Teixeira Leite anunciou a intenção de avançar com três passes de rede, a 10 euros para o passe urbano de Santarém, com extensão à zona industrial, a 20 euros para um passe para toda a Lezíria e municípios vizinhos e 40 euros para ligações que permitam chegar, por exemplo, a Lisboa.
Santarém ocupa neste momento o 5º lugar nacional de vendas do “passe verde”, com 47 000 unidades vendidas, representando 7% de todo o sistema. Este ano já cresceu 17%.




