NOBRE: avança mais uma greve e Delegadas recebem créditos sindicais atrasados

O Sindicato SINTAB remeteu na passada semana (22 de abril) mais um pré-aviso de greve na Nobre Alimentação, em Rio Maior, desta vez para 4 de maio. Durante todo o dia.

Desde 2023 que é a 29ª vez que o fazem e as razões continuam as mesmas: “a falta de vontade da empresa para negociar o caderno reivindicativo dos Trabalhadores”, numa empresa que “apresenta resultados positivos de vários milhões de euros nos últimos anos, mas mantém os salários dos trabalhadores no salário mínimo nacional”, pode ler-se na nota à imprensa.

Esta prática, continua a comunicação daquele Sindicato, não segue “as políticas de ESG [Environmental, Social and Governance – Boas-Práticas Ambientais, Sociais e de Governança da empresa] ao contrário do que é praticado nas restantes empresas pertencentes ao Grupo Sigma situadas na Europa, em que, em nenhuma delas é praticado o salário mínimo do respetivo país”.

Lembre-se que a Nobre Alimentação pertence ao conglomerado mexicano Sigma, depois da compra da Campofrio em 2014,  e presente hoje em 18 países, desde a América do Norte, central e do Sul e Europa.

 

Delegadas Sindicais receberam créditos sindicais com mais de um ano de atraso

Entretanto, e depois da persistência durante mais de um ano, segundo outra nota de imprensa do mesmo Sindicato, SINTAB, duas Delegadas Sindicais naquela empresa receberam os seus créditos sindicais, em atraso desde janeiro de 2025.

Estas horas a que as Delegadas têm direito a ser pagas, usadas no exercício da atividade sindical, deixaram de ser reconhecidas e pagas pela empresa desde janeiro de 2025, afetando estas dirigentes da União de Sindicatos de Santarém, naquilo a que o Sindicato descreve como “uma clara tentativa de intimidação e limitação da atividade sindical, em violação da lei”.

Foi solicitada a intervenção da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que em julho de 2025, “deu razão ao SINTAB, notificando a empresa para corrigir a situação e proceder à restituição dos valores indevidamente descontados às trabalhadoras”, pode ainda ler-se.

A empresa só agora pagou os valores em falta e classificou este atraso como “um mal entendido”, ao que o Sindicato responde que “rejeita categoricamente esta narrativa”, insistindo na tentativa de “condicionar o exercício de direitos sindicais”, conclui na sua comunicação.

 

[Imagem: SINTAB]

Veja Também:

0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments