
Depois das correntes frias vindas da Islândia, Portugal Continental está sob a influência conjunta de um anticiclone localizado na Europa Central, a estender-se em crista para o arquipélago da Madeira e de um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica.
É o que se pode ver na imagem de satélite recolhida hoje pelas 19h00 (Meteored), com a região de Rio Maior assinalada no círculo vermelho.
Este quadro “origina o transporte de uma massa de ar tropical, a qual é responsável por um episódio de tempo quente, com temperaturas acima de média para a época do ano nos próximos dias”, referiu o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em comunicado.
Nestes últimos dias, as poeiras do norte de África voltaram a atingir Portugal, e por cá vão continuar até este fim de semana, tal como as temperaturas elevadas.
Neste sábado, vamos poder esperar o início da dispersão das poeiras, a partir da tarde, devido à movimentação de uma massa de ar, que provoca também uma “pequena descida de temperatura”, em particular da máxima e no litoral oeste.
Ainda assim, o calor vai fazer-se sentir em todo o continente, e na região de Rio Maior.

Tempo “empoeirado” com temperaturas de 34ºC
Se amanhã, sábado, regista uma temperatura máxima de 28ºC, a terra do “Sal sem Mar” sobe aos 30ºC logo no domingo, escala para os 33ºC, nas 2ª e 3ª feiras, chegando aos 34ºC na 4ª feira da próxima semana. E assim se mantêm até ao outro fim de semana.
Quanto às mínimas, oscilam entre os 16ºC de amanhã, 14ºC no domingo e 13ºC de 2ª e 3ª feiras, aumentando assim a amplitude térmica (a diferença entre a mínima e a máxima).
Nas regiões Norte e Centro do País, há possibilidade de aguaceiros e trovoada, sobretudo em distritos como Vila Real e Viseu no domingo.

Indíces UV e de pólenes elevados
Atenção ao indíce de Ultra-Violetas (UV) que se situa em 7 no sábado e em 8 nos restantes dias (Alto – Muito Alto).
Já quanto aos pólenes, e segundo a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a concentração de pólen na atmosfera de Portugal continental irá atingir valores de risco elevado para os doentes alérgicos.
Na região de Rio Maior, destacam-se os grãos de pólen provenientes das árvores oliveira, pinheiro, sobreiro e carvalhos e também das ervas gramíneas, tanchagem, urtiga, azeda, urticáceas (inclui a parietária).
[Fonte: IPMA, Meteored; Imagens: IPMA, Meteored, Sanitek]



