Entretanto, a promotora do Aeroporto em Santarém, Magellan 500, reúne esta tarde na Assembleia da República com a Comissão de Economia e Obras Públicas.
Neste encontro vai tentar afirmar as vantagens deste projeto, desde logo, o desenvolvimento económico que trará para o País e toda a região centro, e o facto de ser auto-financiável.
Santarém foi buscar a opinião do ex-Diretor da Eurocontrol
E joga pesado. A Magellan 500 foi buscar a opinião de Eamonn Brennan, o irlandês que foi diretor-geral da Eurocontrol entre 2018 e 2022, a organização europeia para a segurança da navegação aérea.
Segundo ele, não há qualquer problema quantos aos obstáculos de navegação aérea sobre Santarém, levantados pela Força Aérea e a NAV.
Lembre-se que a Força Aérea deu parecer negativo às pretensões de Santarém porque um aeroporto ali localizado “colide” com os corredores aéreos da Base de Monte Real, que tem aviões F-16 e é uma Base NATO.
Mesmo que se procedessem a alterações no desenho das pistas de Santarém, não se consegue compatibilizar o aeroporto com a Base Militar.
Mudar a Base de Monte Real está fora de questão
Colocada a hipótese de alterar a localização da Base Aérea, levantada pelo então Primeiro-Ministro António Costa, a Força Aérea mostrou-se inflexível e argumentou que a localização e os grandes investimentos já feitos naquele ponto militar NATO não o permitiam.
Esta tarde, o consórcio Magellan 500 vai defender na Assembleia da República o seu ponto de vista, suportados agora também na opinião do ex-diretor da Eurocontrol, que compara esta solução de Santarém a Oslo ou Dublin, onde acontecem quadros similares.
Vão tentar defender uma solução flexível de utilização do espaço aéreo sobre Santarém, entre o uso militar e o civil, solução que quer a NAV, quer a Força Aérea, parecem não aceitar de todo.
Desta Comissão de Economia e Obras Públicas, da Assembleia da República, fazem parte 24 Deputados sendo que apenas um foi eleito por Santarém, Hugo Costa (PS).
[Imagens: parlamento; FABV]