Agricultores revoltados exigem medidas

A CONFAGRI reuniu esta manhã e mostra a revolta do setor agroalimentar face à passividade do Governo em tomar medidas que apoiem os agricultores.

Reunido nesta manhã, o Conselho de Administração da CONFAGRI, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal, avaliou as diversas situações que estão não só a colocar o setor agroalimentar sob pressão, mas também numa posição de grande fragilidade face à necessidade de responder aos recentes desafios do mercado.

Alegam a “passividade do Governo face às preocupações do setor”, e de acordo com nota à comunicação social, alertam para “o crescente descontentamento entre os seus agentes”.

E apontam motivos.

“• Um claro atraso na reposição do potencial produtivo aos agricultores afetados pelas intempéries;

  • Falta de medidas concretas para o setor agrícola, quando já existem para outros setores, face aos aumentos nos preços dos fatores de produção – nomeadamente do gasóleo agrícola – gerados pelo início da Guerra no Médio Oriente;
  • Situação de impasse nos laboratórios de sanidade animal, bem como falta de medidas de contingência para a Dermatose Nodular Contagiosa;
  • Incumprimento de promessas do Executivo, refletido na insuficiente dotação orçamental para responder às necessidades de investimento e expectativas que foram criadas para o setor.”.

Na mesma comunicação, a CONFAGRI afirma-se “solidária com o sentimento de insatisfação que se sente no terreno e que começa a atingir níveis alarmantes”.

E apelam  “ao Senhor Primeiro-Ministro para que estas questões sejam devidamente consideradas já no próximo Conselho de Ministros, sob pena de se acentuar a perceção da falta de consideração para com o setor agroalimentar que se traduz na ideia de que o Governo trata a agricultura como se fosse o parente pobre da economia”.

[Imagens: Agroportal, CONFAGRI]

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