E… muda a hora!

Os relógios atrasam uma hora na madrugada deste domingo, dando início ao horário de inverno, de acordo com dados do Observatório Astronómico de Lisboa (OAL), que coordena a hora legal em Portugal.

Na madrugada de domingo (25 de outubro) em Portugal continental e na Região Autónoma da Madeira, às 02:00 os relógios devem ser atrasados 60 minutos, passando para a 01:00.

Na Região Autónoma dos Açores, a mudança será feita à 01:00 da madrugada de domingo, passando para as 00:00.

 

Foi para poupar carvão e eletricidade

A primeira vez que se alterou a hora foi na Alemanha, em 1916, durante a Primeira Guerra Mundial, com o intuito de poupar carvão, e potencializar as horas de luz solar, poupando eletricidade.

Mas já Benjamin Franklin, em 1784, havia proposto que a hora mudasse entre Inverno e Verão para se aproveitar melhor a luz do dia.

 

Já fizemos a experiência de não mudar a hora

Entre 1992, com Cavaco Silva primeiro-ministro, a nossa hora foi programada para ser igual à alemã e assim facilitar comunicações e negócios internacionais. A população não se adaptou, subiu o stress entre crianças em idade escolar e em 1996, já com António Guterres no cargo, voltamos à hora anterior.

O atual regime de mudança da hora é regulado por uma diretiva comunitária de 2000, que prevê que todos os anos os relógios sejam adiantados no último domingo de março e atrasados no último domingo de outubro, marcando o início e o fim da hora de verão.

Daí fazermos esta alteração na madrugada de 25 de outubro e não no fim do mês, por exemplo. A ideia é dar ao maior número de pessoas a possibilidade de se adaptarem à mudança e, muitas das pessoas não trabalham ao fim de semana.

 

Opiniões dividem-se na Europa

Em março de 2019, o parlamento europeu aprovou, sob proposta da Comissão Europeia, o fim da mudança da hora nos Estados-Membros da União Europeia, defendendo a entrada em vigor da medida em 2021.

Contudo, a adoção da medida no espaço comunitário dependia de uma tomada de posição, que está por tomar, do Conselho da União Europeia, instância de decisão onde estão representados todos os Estados-Membros, e também dos países.

Segundo os peritos, que subscreveram a Declaração de Barcelona sobre Políticas do Tempo assinada em outubro de 2021 por mais de 70 instituições internacionais, as mudanças na hora legal “não têm efeitos significativos na poupança energética”, ao passo que a manutenção da mesma hora “melhora a saúde, a economia, a segurança e o meio ambiente”.

Para já, Portugal defende o atual regime, com uma hora de verão e com uma hora de inverno.

E com isto, desta vez, vamos dormir mais uma hora…!

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