
No âmbito da sua participação na MIPIM 2026, a mais importante feira do setor imobiliário do mundo, que decorre desde 9 de março, e encerra amanhã, dia 13, em Cannes, França, a NERSANT – Associação Empresarial da Região de Santarém / Câmara de Comércio e Indústria dinamizou ontem uma mesa-redonda sob o tema: “NUT II Oeste e Vale do Tejo: Áreas de Localização Empresarial e novos instrumentos para as empresas”.
O debate foi dedicado à promoção deste novo território que passará a agrupar o Oeste e o Vale do Tejo, aprovado pela Comissão Europeia em janeiro de 2023 e que entrará em pleno em 2027.
Como exemplo, Rio Maior que pertence hoje à CCDR do Alentejo para efeitos de Fundos Comunitários, mas responde administrativamente à CCDR de Lisboa e Vale do Tejo, ficará integrado neste “novo território” da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento do Oeste e Vale do Tejo – CCDR OVT.

Qual o papel das Áreas de Localização Empresarial neste novo território?
A iniciativa discutiu estratégias de captação de investimento, o papel das Áreas de Localização Empresarial e novas formas de cooperação territorial entre municípios e entidades empresariais.
A mesa-redonda, que reuniu os autarcas da região que integram a comitiva presente na MIPIM 2026 com a NERSANT, no stand conjunto de promoção territorial, constituiu um momento de reflexão estratégica sobre o novo enquadramento resultante da criação da NUT II Oeste e Vale do Tejo, analisando de que forma esta reorganização poderá traduzir-se em oportunidades concretas para o investimento e para o desenvolvimento do tecido empresarial da região.
Durante o debate, foi destacado que a constituição desta nova NUT II representa uma mudança estrutural na forma de planear e financiar o território, com impacto direto nas empresas e no desenvolvimento económico regional. A sessão assumiu-se também como a primeira ação pública conjunta das três comunidades intermunicipais que integram esta unidade territorial – Comunidade Intermunicipal do Oeste, Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e Comunidade Intermunicipal da Lezíria do Tejo – centrada na identificação de estratégias para transformar este novo enquadramento em oportunidades de investimento e crescimento.
Entre os temas em análise estiveram o papel das Áreas de Localização Empresarial (ALE) na atração de investimento, a criação de emprego, o reforço da competitividade regional e o contributo destes espaços para a transição energética e digital das empresas. A sessão teve ainda como objetivo lançar as bases para um ciclo de cooperação prática entre as três comunidades intermunicipais, duas associações empresariais e os 34 municípios que integram o território da nova NUT II.
No final da mesa-redonda, foi apresentada uma proposta de reflexão conjunta sobre a forma como o Programa de Desenvolvimento de Áreas de Localização Empresarial e o enquadramento dos instrumentos de financiamento do Portugal 2030 e do PTRR – Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência podem ser operacionalizados neste novo território.

Áreas Empresariais num mesmo mapa do Oeste e Vale do Tejo com simplificação administrativa
Entre as propostas apresentadas destacam-se a criação de um mapa conjunto de Áreas de Localização Empresarial do Oeste e Vale do Tejo, o desenvolvimento de uma plataforma de simplificação administrativa para as ALE, a implementação de um programa conjunto de captação de investimento, a definição de uma agenda de transição energética e digital nestes espaços empresariais e a constituição de um Grupo de Trabalho Permanente envolvendo a NERSANT, a AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e as comunidades intermunicipais da Lezíria do Tejo, do Médio Tejo e do Oeste.
Com esta iniciativa realizada na MIPIM 2026, a NERSANT reforça o seu papel na promoção do desenvolvimento económico regional e na criação de condições para tornar o território do Oeste e Vale do Tejo mais competitivo, atrativo para o investimento e preparado para os desafios da transição digital e energética.
A presença na MIPIM integra-se nas ações previstas na candidatura Médio Tejo+Internacional, desenvolvida em co-promoção pela CIMT e pela NERSANT, apoiada pelo Programa Regional do Centro 2030, no âmbito das Ações Coletivas de Internacionalização, com uma taxa de co-financiamento FEDER de 85%.
[Imagens: NERSANT]



