Rio Maior: a 1ª Comissão Administrativa faz hoje 52 anos

A 11 de maio de 1974, no rescaldo da Revolução de 25 de Abril, os riomaiorenses reunidos em Assembleia votaram de braço no ar a constituição da primeira Comissão Administrativa do Concelho, cuja sede era a então Vila de Rio Maior. Foi há 52 anos.

Aconteceu no Salão principal da então Casa do Povo de Rio Maior, sita na Rua Francisco Barbosa, mais tarde sede das Caves D. Teodósio e entretanto demolida, dando hoje lugar a um parque de estacionamento provisório.

Alberto dos Santos Goucha, Mário Lopes Goucha, José da Silva Pulquério, Arlino Ferreira Santos, Francisco Bergstom Barbosa, constituíram a primeira Comissão Administrativa eleita por esta Assembleia Popular.

Eleitos foram também João Fróis de Figueiredo e João Machado Cruz, mas o Governo Civil de Santarém viria a entender que o concelho de Rio Maior, dada a sua população (na altura entre os 18 e os 19 mil habitantes), apenas suportava uma Comissão de 5 elementos e não 7, como se pretendia.

Assim, a Comissão toma posse em junho de 1974, no Governo Civil de Santarém, escolhendo os Membros para Presidente Alberto dos Santos Goucha.

Reúne pela primeira vez a 24 de junho de 1974 para apreciar a situação financeira da Câmara Municipal, que se resumia a um depósito de cerca de 265 contos, de receitas gerais, na Caixa Geral de Depósitos, cerca de 355 contos em depósitos de garantias e cauções e 18 contos depositados no cofre da Câmara.

O problema estava no passivo a curto e longo prazo que ultrapassava os 4 mil contos.

Face a isto, das primeiras medidas tomadas pela Comissão foi o de “(…) tentar junto do Governo Provisório uma tomada de medidas que visem uma maior possibilidade de aumento dos réditos municipais (…)”.

Mais tarde, em agosto de 1975, Francisco Bergstom Barbosa renuncia ao cargo, sendo substituído por Manuel de Sousa Carvalho, mas só em janeiro de 1976.

Nesse mesmo ano de 1976, a 6 de março, o Governo Civil decidiu dar posse a mais 3 elementos, “atendendo ao grande desenvolvimento do concelho (…)”. Foram eles: Mapril Vitória Ferreira, Agostinho Santos de Sousa e Nuno Manuel de Sousa Carvalho.

Foi assim ao encontro das intenções iniciais dos riomaiorenses.

Alberto dos Santos Goucha viria a renunciar a 24 de agosto de 1976, por problemas de saúde, cabendo a Mário Lopes Goucha completar o mandato como Presidente, até janeiro de 1977.

Alberto dos Santos Goucha (1911 – 1995)

 

[Fontes: Trinta Anos de Poder Local Democrático, Augusto M. Tomaz Lopes, CMRM, 2005; Rui Andrade]

 

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