Rio Maior: agricultura perde 1,9 M de euros

Até ao dia de hoje, 19 de fevereiro, os agricultores de Lisboa e Vale do Tejo (LVT) declararam 107,9 milhões de euros de prejuízos na agricultura provocados pelo mau tempo desde 29 de janeiro, segundo dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR).

Para reparar os danos sofridos, os agricultores submeteram 1 129 candidaturas aos apoios para repor o potencial agrícola produtivo, o que totaliza um montante de 107,9 milhões de euros. Estas candidaturas vão agora para análise.

São sobretudo danos em armazéns e outras construções, onde estão incluídas as estufas agrícolas, culturas permanentes, danos em máquinas e equipamentos de apoio, culturas temporárias, e ainda a morte de animais.

O Ministério da Agricultura definiu um teto máximo de 400 mil euros por cada apoio. Mas há 57 candidaturas que ultrapassam esse valor, onde 9 das quais são superiores a 1 milhão de euros cada.

Agricultura perde 1,9 M de euros em Rio Maior

O Oeste foi a região mais afetada, com um prejuízo declarado superior a 42 milhões de euros (ME) de norte a sul: Torres Vedras (14,2 ME), Caldas da Rainha (7,1), Alcobaça (5,4), Nazaré (4,2), Alenquer (4,1), Bombarral (2,2), Cadaval (1,7), Óbidos (1,5), Peniche (1,4), Arruda dos Vinhos (537 mil euros) Lourinhã (337 mil) e Sobral de Monte Agraço (173 mil).

Segue-se a Lezíria do Tejo, com um prejuízo até agora de mais de 28 milhões de euros: Azambuja (8,7), Benavente (3,7), Coruche (3), Santarém (2,9), Chamusca (2,3), Alpiarça (2,1), Rio Maior (1,9), Salvaterra de Magos (1,2), Almeirim (1,1), Cartaxo (693 mil euros) e Golegã (513 mil).

O Médio Tejo surge com 14,8 ME de prejuízos, concentrados sobretudo em Ourém (4,6), Ferreira do Zêzere (3,1), Tomar (2,2), Abrantes (1,7) Torres Novas (1,6) e Mação (716 mil euros).

A Península de Setúbal declarou até ao momento 10,4 milhões de euros, dos quais 5,4 em Alcochete, 3,3 no Montijo, 1,1 em Palmela e 450 mil euros em Sesimbra, enquanto a Grande Lisboa 2,3 ME, a maioria dos quais em Mafra (1,5).

Naquilo que ficou descrito como um “comboio de tempestades” dezoito pessoas perderam a vida em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

Muitas casas, empresas e equipamentos, ficaram total ou parcialmente destruídos, ao que se soma a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias como os principais danos materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

 

[Imagem: MS]

 

 

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