Rio Maior: Associação preocupada com desabamento de areeiro

“Chegou ao conhecimento da ADTACQ uma notícia terrível sobre um acidente ambiental, ocorrido no extremo norte da área da exploração mineira Via-vai, a sul da Azinheira”.

Assim começa o Comunicado que recebemos da ADTACQ – Associação de Defesa do Território de Azinheira, Chainça e Quintas (Rio Maior) a propósito do desabamento da encosta norte de uma das explorações de areias situadas a sul da localidade de Azinheira.

Aliás, desde este domingo que circulam nas redes sociais imagens colhidas no local e que mostram a profunda cratera gerada pelo desabamento.

Provável consequência do excesso de água nos terrenos e na sequência das intempéries que nos têm assolado, aquela Associação têm vindo a chamar a atenção para a instabilidade dos taludes das explorações de areias, referindo ainda no Comunicado que  “O concessionário não tem respeitado as condições do Plano de Lavra aprovado pela DGEG, nomeadamente pela violação das zonas de defesa da exploração quer a oeste quer a nordeste, junto à EM583; pelo aprofundamento da exploração de areias para além da cota permitida; por ter levado a exploração para fora dos limites da concessão; pelo incumprimento reiterado das medidas correctivas impostas pela DGEG, apesar do(s) processo(s) de contraordenação de que já foi alvo”.

Motivo de preocupação é ainda o facto do desabamento de terra ter arrastado também o coletor de esgotos de Azinheira, estando o esgoto a drenar para a lagoa do areeiro, com o risco de contaminação dos aquíferos com efluentes domésticos não tratados.

A Estrada Municipal EM 583, na ligação entre Azinheira e Quintas, encontra-se interditada pela Proteção Civil, devido ao risco de desabamento, alegando esta Associação também que que resulta, “provavelmente, da proximidade do areeiro à EM 583 e cuja distância de defesa não é respeitada, conforme já denunciado pela ADTACQ”.

A ADTACQ conclui esta sua comunicação, com “constatamos que as entidades competentes têm actuado de forma demasiado permissiva na relação com o concessionário que disso tem tirado partido, preferindo arriscar-se a pagar coimas por alguns processos de contraordenação, do que cumprir os limites da exploração. É caso para dizer que o crime compensa!

Pode ler aqui o Comunicado na íntegra:

COMUNICADO_ADTACQ_2fev2026

 

[Imagens: ADTACQ]

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