Terra está a girar mais depressa

A Terra está a girar mais depressa este verão, tornando os dias ligeiramente mais curtos e atraindo a atenção de cientistas. O dia 10 de julho foi o dia mais curto do ano até agora, com uma duração de 1,36 milissegundos inferior a 24 horas.

Mas, um dia excecionalmente curto aconteceu nesta terça-feira passada e volta a acontecer a 5 de agosto.

A duração de um dia é o tempo que o planeta demora a completar uma rotação completa sobre o seu próprio eixo – 24 horas. Mas, na realidade, cada rotação é ligeiramente irregular devido a uma série de fatores, como a força gravitacional da lua, as mudanças sazonais na atmosfera e a influência do núcleo líquido da Terra.

Estas discrepâncias podem, a longo prazo, afetar os computadores, os satélites e as telecomunicações, razão pela qual até os mais pequenos desvios de tempo são controlados através de relógios atómicos, que foram introduzidos em 1955.

No ano passado, a 5 de julho de 2024, a Terra viveu o dia mais curto alguma vez registado desde o advento do relógio atómico, há 65 anos, com menos 1,66 milissegundos do que 24 horas.

Uma vez que muitos sistemas tecnológicos fundamentais dependem dos relógios e do tempo para funcionar, como as telecomunicações, as transações financeiras, as redes elétricas e os satélites GPS, só para citar alguns, o fenómeno tem merecido a atenção dos cientistas especializados nestas questões.

Cientistas que levantam a hipótese de, daqui a uns anos, a Terra abrandar o seu movimento e assim compensar a “excessiva velocidade” com que “roda” agora.

 

[Fonte e Imagem: CNN]

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